FL - 17/08/2007

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FL - 17/08/2007

Mensagem por Gabriel em Qui 24 Jan 2008, 8:48 am

Graças ao M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O trânsito de São Paulo eà minha preguiça de
acordar as 6 da manhã chegamos ao Hotel Crowne Plaza as 8:45 hs. Durane o
trajeto, fui fazendo as perguntas que recebi da Ècole Québec e respondendo
em voz alta (impressionante como em 7 ou 8 perguntas elas conseguiram
sintetizar todo o projeto e as perguntas que poderiam ser feitas na
entrevista, parabéns mais uma vez à Catherine!!) enquanto o Flávio tentava
ouvir sobre o trânsito na rádio e prestar atenção às minhas respostas ao
mesmo tempo.
Ao chegar ao hotel, respirei fundo, dei a mão a ele e entramos no saguão.
Falamos com a recepcionista que nos informou que poderia nos anunciar
apenas quando faltasse 5 minutos pra nossa entrevista. Sentei num sofa sem
encosto, estava muito tensa para simplismente relaxar. Liguei para minha
mãe e avisei que estávamos no hotel já, enquanto o Flávio ia ao banheiro
lavar as mãos. Se me perguntarem como era o saguão de lá, só posso dizer
que havia um relógio grande de ponteiro atrás da recepção, que eu fiquei
checando para não perder a hora.
Enfim o ponteiro maior chegou ao 11, levantei, pegamos nossas coisas e
fomos novamente ao balcão. Assim que fomos anunciados recebemos a
liberação para subir, 15º andar... Que lerdeza de elevador!!! Não chegava
nunca... Ao abrir a porta já vimos uma folha sulfite colada na parede
indicando o lado onde estava a sala da entrevista, ao chegar de frente
dela, mais um papel pedindo que esperássemos até sermos chamados. Sem
cadeiras nem nada, ficamos em pé no corredor, só esperando... Finalmente
Monsier Carl Texeira veio ao nosso encontro, um homem jovem (32/33 anos eu
diria), franzino e de cavanhaque. Perguntou se eu era Daniela e pediu que
entrássemos.
A sala era comprida lateralmente, com uma mesa de 10 lugares e um aparato
de impressoras e aparelhos de fax do lado direito da sala. Em cima da
mesa, um notebook e uma pequena impressora,além de um monte de papéis.
Ele começou pedindo a confirmação de nossa entreviste nossos passaportes,
minha sorte foi que o Flávio entendeu o segundo pedido dele, senão já ia
começar mal minha entrevista com um “Perdon, je ne compri pas.”. Enfim,
entreguei o meu e o do Flávio enquanto ele começava a se apresentar e a
explicar o que estávamos fazendo lá, tipo, que era uma entrevista pois
havíamos feito uma demanda de imigração para o Quebec e precisavam checar
os documentos e ver a viabilidade de nossa imigração. Ainda bem que ele
não falava muito rápido, pois consegui entender tudo que ele dizia... Ele
perguntou se tínhamos alguma dúvida ou ponto a ser levantado, aproveitei
para entregar o passaporte do João Vítor (ele só tinha pedido o dos dois).
Começou confirmando meu nome e sobrenome, pediu que eu disse minha data de
nascença e confirmou meu local de nascimento e meu endereço atual. Passou
ao Flávio, só que ao invés de apenas confirmar, ele pediu que o Flávio
dissesse seu nome, data e local de nascimento. Perguntou se era primeiro
casamento de cada um e se vivíamos juntos. Depois passou para os dados do
João, perguntou-me o nome e data de nascimento do nosso baixinho, depois
perguntou para quando era o bebê, reposndi que nasceria em setembro.
Me perguntou se eu havia estado no Canadá e o porquê desta minha visita,
eu disse que passei um mês em Montréal estudando francês, ele fez uma cara
de aprovação e coontinuou escrevendo algo no notebook enquanto imprimia
uma folha. Fiquei curiosa, dei uma olhada e vi que era alguma coisa ligada
a documentos que precisavam ser apresentados. Ele perguntou se o Flávio
foi junto para Montréal, respondi que não. Daí passou para outra parte do
formulário que respondemos, perguntou se já havíamos feito alguma demanda
de imigração ao Canadá, se já havíamos pedido azilo lá e se havíamos
morado em algum país que não fosse o Brasil.
Pediu então meu diploma e histórico escolar, confirmou que era uma
universidade pública e, quando viu que era engenheira, disse que precisava
do termo assinado sobre as profissões regulamentadas no Canadá, gafe
nossa!, não fizemos esse documento pois eu não trabalho mais como
engenheira! Ele me passou um e pediu que eu preenchesse e assinasse. Pediu
a mesma coisa do Flávio. Não perdeu nada de tempo em cima destes
documentos, passou os olhos e boa!
Um período de silêncio, onde esperamos ele escrever algo no notebook.
Depois pediu nossas carteiras de trabalho. Perguntou o que eu fazia na
IBM, depois pediu para ver meu certificados de cursos, o ITIL Foundatione
e o Practitioner, ele continuou sem entender muito bem o que eu fazia até
eu dizer que trabalhava na parte mais administrativa e de qualidade.
Depois passou para o segundo empergo, que trabalhei como engenheira,
perguntou o que eu fazia e porquê eu havia mudado de profissão. Por
último, questionou meu estágio muito longo, disse que dava aulas de inglês
para me sustentar durante a faculdade e ele entendeu que não tinha nada a
ver com a engenharia. Passou então para o Flávio, brindou um pouco sobre
ter problemas com CITRIX e deu uma olhada rápida nos certificados dele.
Pediu os comprovantes das horas de aula de Francês, perguntou quantas
horas eu tinha feito no total (230 no meu caso). Escreveu mais um pouco no
notebook e disse que, como eu havia ficado um tempo no Quebec e como não
apresentava problemas coma língua, que estava me classificando como
“francofone”, o alívio dominou meu corpo naquele momento. Sabíamos que eu
precisava ser avaliada como francês intermediário para que nossa pontuação
fosse suficiente para passarmos. Bom, ele não tinha como dizer que eu era
francofone e me dar um DEBUTANT no francês, né... Pegou a comprovação do
Flávio, deu uma rápida olhada e voltou a falar comigo.
Avisou que estaríamos passando para o inglês e me perguntou o que eu faria
no Quebec com relação a trabalho. Nossa, meu coração quase explodiu de
felicidade! A pergunta mais chata de todas ele fez em inglês, que sou
fluente. Mostrei as ofertas de trabalho, ele olhou uma a uma brevemente,
depois disse que todas eram bem elevadas, eu num acho, mas... ele tinha
que fazer a famigerada pergunta, de novo em francês, “E se vc não
conseguir um emprego como esses, o que vai fazer?”. Eu disse que poderia
trabalhar como qualquer coisa, até mesmo validar meu diploma de
engenheira, foi aí que eu me ferrei, eu não sabia direito o que precisava
fazer, nunca pensei em validar o diploma pra trabalhar como engenheira...
Sorte que o Flávio sabia e me ajudou. Foi aí que mostrei o Project pra
ele, ele ficou impressionado, pois todos os passos futuros estavam lá.
Quando chegou na hora do Flávio, ele começou a falar que seria muito
difícil conseguir um daqueles empregos por que a área de TI requeria um
diploma universitário, mas logo parou e se corrigiu, pois tomamos o
cuidade de colocar apenas ofertas de trabalho que pediam somente
experiência na área, nada de diplomas. Ele falou sobre a importância de um
diploma mais uma vez.
Outra pausa silenciosa one ele escrevia em seu notebook. Perguntou se
tínhamos alguma dúvida, nisso estávamos com mais ou menos 40 minutos de
entrevista. Perguntou mais algumas coisas para mim sobre qualidade e
começou a imprimir uns papéis. Quase pulei da cadeira!!! Já ia começar a
passar as coisas para mim quando se lembrou e disse que já havia tomado
sua decisão e de tínhamos sido aceitos para imigrar para o Quebec.
Agradeci aliviada e olhei para o Flávio, me segurei pra não chorar ali...
Explicou quais os próximos passos que deveríamos tomar, o que precisamos
fazer para colocar o Gabriel no processo (a primeira folha que ele tinha
imprimido era sobre isso), nos disse o que deveríamos fazer ao chegar a
Montréal (procurar o MICC já no aeroporto).Começou a falar sobre as
crianças, qual a melhor data para chegarmos e que havia uma fila de espera
para a garderia. Eu disse que já havíamos planejado tudo isso e que, como
estava escrito no project, eu e o Flávio iríamos na frente, já
adiantaríamos os documentos das crianças e, assim que conseguíssemos a
vaga deles na garderie a gente volta pro Brasil para irmos todos de uma
vez para lá. Ele gostou da idéia. Falou mais um pouco sobre como proceder
daqui pra frente, o telefone tocou e ele mandou subir o próximo candidato.
Nos acompanhou até a porta, nos deu boa sorte e me desejou um bom parto e
assim terminou nossa entrevista.
As impressões que tive: Monsier Carl Teixeira é super educado, gosta de
sequir o processo e das coisas certinhas, por isso foi bom ter tudo bem
organizado para que entregássemos rapidamente tudo que ele pedia; até
esboçou alguns sorrisos, mas você pode ver que ele leva seu trabalho a
sério e gosta de manter uma certa distância dos candidatos; para nós não
foi pedido imposto de renda ou qualquer coisa do tipo, a entrevista foi
muito rápida e suscinta. Na verdade, foi realmente muito tranquila, não
precisamos falar muito, o que não deu muita margem a erros de francês ou
os famosos “brancos”. Foi tudo realmente ótimo, basta vocês estar bem
preparado e responder apenas o que lhe for perguntado, nada de querer
fazer gracinhas ou brincadeirinhas, mantenha a mesma distância que ele e
trate tudo aquilo como trabalho. Seja sempre breve e firme nas suas
respostas, assim ele mesmo acaba terminando algumas frases ou raciocínios
pra você (o que é realmente ma mão na roda...).
Esse foi meu relato. Não sei se o Flávio tem alguma coisa a acrescentar,
mas se tiver, sei que não vai deixar de escrever aqui para poder ajudar
todo mundo.
Um grande beijo a todos!!!
Até gente

Gabriel

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