O Drama dos médicos estrangeiros no Québec

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O Drama dos médicos estrangeiros no Québec

Mensagem por Ricardo em Ter 29 Jan 2008, 10:13 pm

Fazendo o passo-a-passo do processo via Quebec, vi este tópico na comunidade "Quero ir para Québec" e tive que copiá-lo 100% para cá diante de sua imensa valia aos médicos que estão tentando seu lugar no Québec.
É grande por serem diversas reportagens, mas para quem interessar, acho que vale a leitura...

Jefferson, todos os méritos mantidos à vc, camarada! Parabéns.

Abraços,
Ricardo


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NÃO É FÁCIL PRATICAR A MEDICINA EM QUÉBEC

Fonte: Le Droit
Ele tem 11 anos de
experiência como médico. Foi Diretor Geral de um hospital. Já entrou em
contato com a direção do Hospital de Wakefield e mal consegue esperar
para poder tratar dos pacientes de Outaouais, mas, infelizmente, isto é
impossível no momento.

Este é o problema que o Dr. Jorge Ivan
Cocunubo, um médico colombiano, vive. Não pode praticar sua profissão
em Quebec até que consiga êxito no exaustivo exame do Conselho de
Médicos do Canadá (CMC) e acompanhamento num estágio clínico de três
meses num hospital universitário de Montreal.

O especialista de
39 anos mora num pequeno alojamento com sua esposa e a sua filha de 11
anos no sector Mont-Bleu, na cidade de Gatineau, há mais de dois anos.
A única coisa que lhe falta é a permissão para poder praticar a
medicina, apesar de ocupar um posto de professor em Ciências da Saúde
na Universidade de Ottawa.

"Tenho apenas a possibilidade de ter
este trabalho no presente momento", disse. Os muito médicos
estrangeiros são obrigados a entregar pizza ou dirigir táxi antes que
possam ocupar-se dos problemas ligados à urgência e as listas de espera
em cirurgia. É a realidade. "Sem este trabalho de professor, o Dr.
Cocunubo não teria provavelmente os meios para ser médico em Quebec."
Ele terá que desembolsar 1000 $ para o exame do CMC, no próximo 5 de
maio, em Montreal, e pagar os 6000 $ necessários ao seu estágio
clínico. "O estágio tem uma duração de três meses”, afirma. “Deve ser
feito em Montreal, distante da minha família, e não é remunerado.”

O
Dr. Cocunubo denuncia as dificuldades do único procedimento que pode
permitir aos médicos estrangeiros exercerem a medicina em Quebec. De
acordo com ele, tanto os doentes como os médicos estrangeiros ganhariam
caso o governo permitisse mais flexibilidade para a obtenção da licença
de prática.

Enquanto isso, faltam médicos em algumas regiões
Fonte: Le Soleil (edição de 29 de abril de 2005)

O ministro da Saúde e dos Serviços Sociais seleciona, há dois anos, os estabelecimentos que podem afixar postos para médicos. A grande região de Québec obteve a permissão de recrutar 25 clínicos gerais até do fim novembro. Cerca de 25 contratações são esperadas visando a substituição dos profissionais anteriores, mas "nenhuma adição líquida não está prevista", escreve a Agence de la santé de la Capitale-Nationale num documento apresentado ao Conselho de Administração ontem a noite.

Durante 2004, as dificuldades nos distritos de Portneuf e de Charlevoix aumentaram de maneira considerável devido às regras de gestão que tornaram quase que impossível o recrutamento de novos profissionais da área de saúde, expõe a Agência supracitada. As aposentadorias ou os simples pedidos de demissão por diferentes motivos nos distritos destas duas cidades causam uma escassez crônica de efetivo, o que poderá causar, à curto prazo, rupturas dos serviços em diferentes sectores de atividades incluindo a sala de emergência.

Muitos candidatos, poucos aprovados
Fonte: La Presse (Edição de 16 de maio de 2005)

Cerca de 3000 médicos estrangeiros apresentam-se cada ano para realizar o exame de avaliação do Conselho de Médicos do Canadá, primeira etapa de um longo processo para obter a autorização de praticar a medicina no país. Contudo, quase a metade é considerada “inapta”.

Na semana passada, 185 médicos estrangeiros reuniram-se em Montreal por ocasião do exame de avaliação, que se realiza três vezes por ano. A Imprensa acompanhou o seu andamento.

Mesmo com uma falta gritante de médicos, o Québec continua fazer a impor diversas imposições aos candidatos estrangeiros.

Impõe-lhes um longo processo administrativo que custam em torno de $ 10.000, antes de reconhecer as suas competências.

Num hotel do centro da cidade de Montreal, Jorge Ivan Cocunubo tenta aparentar confiança, mas vê-se a apreensão nos seus olhos. Ele joga o seu futuro. Instalado em Québec há dois anos, este médico colombiano deve obter uma licença restritiva para poder medicar no país. Esta licença, renovável a cada ano, permitir-lhe-á trabalhar unicamente no hospital que o governo lhe designará.

Porta de entrada para os médicos estrangeiros, este exame cobre todos os domínios da medicina, as questões complicadas que não são revistas desde os estudos universitários.

O Sr. Cocunubo compreende que o Colégio dos médicos não pode lhe conceder uma licença sem antes verificar a sua competência. Mas argüi que há pouco ou nenhum apoio financeiro, tanto a parte do governo como das federações de médicos: "Neste contexto de escassez, parece-me que o governo deveria ajudar-nos financeiramente para o exame e a formação." Recorda que perto de 20.000 cidadãos de Gatineau, onde os serviços de imigração lhe disseram para que se instalasse, não têm médico de família.

O exame do Conselho médico do Canadá custa $ 1000, sem estar a contar
as despesas referentes a estadia em Montreal. Em média, de 25% a 45%
dos candidatos não obtêm a nota de mínima exigida na primeira
tentativa. Alguns tentam cinco vezes antes de ter êxito. Para pôr todas
as possibilidades do seu lado, há aqueles que pagam por uma formação
preparatória de três meses num estabelecimento de ensino privado, que
pode custar até $ 5000.

Após o exame, o estágio
Fonte: La Presse (Edição de 16 de maio de 2005)

O Sr. Cocunubo fez os seus estudos de medicina na Rússia antes de aperfeiçoar-se durante um ano na Suíça, onde aprendeu francês. De volta à Colômbia, praticou a medicina geral durante 11 anos, além de dirigir um hospital de porte médio que atendia a uma população de 80.000 habitantes.

Instalado com a sua família em Gatineau há dois anos, se diz afortunado: esperando obter a sua licença de médico, ensina a história da medicina na Universidade de Ottawa. "Conheço médicos que trabalham como entregadores de pizzas." Muitos não têm os meios para pagar os $ 1000 necessários para o exame.

O percurso será árduo. Se tiver êxito no exame de avaliação, o Sr. Cocunubo deverá em seguida passar por um exame de francês e outro sobre a legislação e as regras deontológicas do Colégio dos médicos. Deverá também fazer um estágio de três meses num hospital universitário, que lhe custará $ 6300. No fim deste processo, ele poderá obter uma licença restritiva.

As despesas de $ 6300 servem para remunerar o supervisor do estágio (QUE ABSURDO!!!), esclarece o Dr. Pedra Blanchard, do Colégio dos médicos. "O Colégio não tem orçamento para a formação, e as universidades já têm atingido os seus limites orçamentais." Em vários casos, o estabelecimento hospitalar que patrocina o candidato paga os custos ou complementa a valor faltante, mas não é a regra.

O governo ‘quebecois’ está consciente destas dificuldades. Negociações estão em cursos há vários meses com o Governo Federal para obter subvenções que servirão para financiar os estágios, mas nenhum acordo ainda foi concluído.

A porta continuará a ser dura a abrir
Fonte: La Presse (Edição de 16 de maio de 2005)

O Québec possui menos médicos estrangeiros que as outras províncias canadenses. Apesar da escassez atual, o Colégio dos médicos não se propõe alterar os seus critérios de admissão para acolher mais.

Recentes dados fornecidos pela Associação médica canadense mostram que apenas 11% dos médicos que praticam a medicina na ‘Belle Province’ obteve o seu diploma fora do Canadá ou dos Estados Unidos. Nas outras províncias do país esta proporção é de 22 %.

O Québec deveria abrandar o seu processo de seleção? Não, responde o presidente da Federação dos médicos especialistas do Québec (FMSQ), o Dr. Yves Dugré. "Tenho confiança no reconhecimento das competência que é feita atualmente."

A formação dos médicos estrangeiros não é igual à dos diplomados ‘québecois’. As suas formações universitárias são diferentes, as suas culturas também. "A supervisão de um médico estrangeiro em estágio pede muito mais trabalho, vigilância, relatórios e atenção do que a de um residente procedente do mundo médico ‘québecois’”, prossegue o Dr. Dugré.

A obrigação de dominar o francês explica, em parte, a fraca proporção de médicos estrangeiros que exercem sua profissão no Québec, mas não é o único fator. A província erigiu um sistema de seleção complexo, reconhece o porta-voz da Federação dos médicos clínicos, o Dr. Jean Rodrigue. "Quando um médico passa por todo o prossedimento, pode-se dizer que a sua competência é equivalente à dos médicos ‘quebecois’."

Um pouco mais de 2000 dos 18.000 médicos que atuam em Québec obtiveram o seu diploma numa universidade estrangeira. Seria necessário pelo menos 2000 além disso, tanto de especialistas como não especialistas, para preencher todas as necessidades. Não é necessário diminuir as exigências para tanto, apóia o Dr. Rodrigue: "A província ainda não está numa situação tão crítica que justifique a diminuição dos nossos padrões de qualidade."

Há três anos, o Ministério da Saúde e dos Serviços Sociais criou o organismo ‘Recrutement Santé Québec’ para ajudar os médicos estrangeiros. Em colaboração com o Ministério da Imigração e da Relação com as Comunidades Culturais, o organismo vem em ajuda aos candidatos que atravessam o processo de seleção.

Cento e vinte patrocínios estão atualmente disponíveis os candidatos estrangeiros que desejam obter uma licença restritiva, assim como para o estabelecimento hospitalar que poderá acolhe-lo. "É necessário observar que nem todas as necessidades da província deverão ser preenchidas por uma licença restritiva", menciona o responsável do programa, Lise Caron.

Ao contrário de Québec, certas províncias quase são obrigadas recrutar seus médicos no estrangeiro. Em Saskatchewan, mais da metade dos médicos provêm de um outro país. Vários médicos diplomados na província recusam-se a trabalhar nas regiões afastadas e nas pequenas comunidades rurais. Muitos migram para os Estados Unidos logo que adquirem o seu diploma.


Última edição por em Qua 30 Jan 2008, 1:04 pm, editado 1 vez(es)

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Continuação...

Mensagem por Ricardo em Ter 29 Jan 2008, 10:14 pm

Também é difícil para os médicos canadenses
Fonte: La Presse (Edição de 17 de maio de 2005)

Considerado
uma das melhores médicas no domínio da AIDS e das doenças infecciosas
de Toronto, Mona Loutfy, não pode praticar a medicina em Québec. O
Colégio dos médicos recusa reconhecer a sua formação.

"Há uma
escassez de médicos no Québec e não deixam os profissionais trabalharem
em Montreal mesmo sendo canadenses." É completamente louco. Perdem
médicos a cada semana por isso", declarou Mme Loutfy, no Hospital geral
de North York, onde trabalha, na região de Toronto.

A Imprensa
publicou ontem uma reportagem que reflete o longo e dispendioso
percurso que espera um médico estrangeiro que deseja exercer a medicina
no Québec. O caso de Mme Loutfy mostra que mesmo os médicos diplomados
de uma universidade canadense não são mais bem-vindos.

Diplomada
da Universidade de Toronto, a Dr.ª Loutfy especializou-se em
infectologia. Obteve seguidamente uma pós-graduação em saúde pública da
Universidade Harvard. As suas pesquisas, tanto sobre o SRAS como sobre
a AIDS, valeram-lhe numerosos premios e reconhecimentos, a tal ponto
que é considerada como o uma das jovens médicas mais promissoras em seu
domínio.

A jovem de 33 anos tinha escolhido estabelecer-se em
Montreal. Contava compartilhar o seu tempo entre a pesquisa e a prática
clínica. Trabalhava já como pesquisadora no Hospital Geral de Montreal,
o que não havia problema, visto que era inscrita como estudante de
pós-doutorado na Universidade McGill. Desejava completar a sua tarefa
ocupando-se de doentes. A clínica Actual a esperava de braços abertos,
e o seu contrato profissional já haviam sido imprimidos.

Entretanto,
a burocracia venceu os seus projetos. O Colégio dos médicos considerou
que a sua formação não era equivalente à dos diplomados ‘quebecois’ e
lhe pediu que passasse pelos seus exames. No Québec, os especialistas
de sua área são formados em infectologia e microbiologia, o que não era
o caso dela.

"O problema, é que eu teria que passar por um ano
de estudos para ser considerada apta. Não podia passar um ano estudando
quando existia nove outras províncias onde poderia trabalhar", relatou.

No
ano passado, quando compreendeu que seria difícil ter reconhecido o seu
diploma de médica no Québec, fez as suas malas para voltar para Toronto.

"Trata-se
de uma perda inacreditável para a província. É raro encontrar um médico
com este perfil profissional” , comentou o Dr. Réjean Thomas, da
clínica Actual.

O reconhecimento das formações universitárias
entre as províncias canadenses impõe problemas às vezes, reconhece o
porta-voz do Colégio dos médicos, Nathalie Savoie.

"Estamos
procurando harmonizar os exames do Colégio de Médicos do Québec com os
do Colégio Real do Canadá para favorecer a passagem dos médicos de uma
província para outra." Até agora, 28 das 35 especialidades foram
revistas, mas permanecem exceções. A especialização em infectologia e
microbiologia é uma delas.

Montreal perde seus médicos
Fonte: La Presse (Edição de 09 de junho de 2005)

Um
novo estudo efetuado em todo o Canadá concluiu que os moradores de
Montreal têm bem mais dificuldades em encontrar um médico de família do
que os seus homólogos das outras grandes cidades do país.

De
acordo com as constatações do Instituto Canadense de Informação Sobre a
Saúde, a média de não especialistas (clínicos gerais) é de 120 para
100.000 habitantes em Montreal, contra 144 em Toronto e 172 em
Vancouver. No que se refere aos médicos especialistas, as comparações
são semelhantes entre as três cidades.

Entretanto, dentro da
Québec, apesar do debate sobre o exercício da medicina em regiões
afastadas, as médias da Côté-Nord, Cantons-de-l' Leste e Gaspésie são
superiores a de Montreal.

Mark Roper, analista no Centro de
Saúde da Universidade McGill, culpa em parte o governo de Québec pelo
êxodo de profissionais que vive Montreal. Opõe-se, inclusive, à
restrição que obriga os jovens médicos a praticar a medicina
inicialmente em regiões do interior. Em sua opinião tal medida estimula
o êxodo para as outras províncias.

De acordo com a sua compilação, cerca de 300.000 cidadãos ‘Montrealais’ não possuem médico de família.

As Forças armadas canadenses procuram pessoal da área médica
Fonte: Presse Canadienne - Toronto
Edição de 23 de junho de 2006

As Forças armadas canadenses estão a procura intensiva de pessoal da área médico: pelo menos 300 pessoa são esperadas.

Às
necessidades mais urgentes dizem respeito aos médicos, dado que são
necessários 43. O exército tem também necessidade de 33 enfermeiros ou
enfermeiras e 20 farmacêuticos, além disso.

Este novo pessoal
seria chamado para trabalhar no Canadá ou no exterior, incluindo no
hospital das forças de coalizão, em Kandahar, no Afeganistão.

A
fim de atrair esta nova força de trabalho, as Forças armadas oferecem
salário bruto de 225.000 $ aos médicos para um contrato de quatro anos.
Uma oferta do tipo poderia também ser proposta outros aos especialistas
recrutados.

Esta chamada ocorre enquanto que várias províncias
canadenses sofrem com a escassez de médicos em suas redes públicas.
Ontem (22/06/2006), em Québec, novos médicos que provêm das
universidades de Montréal, Laval, Sherbrooke e McGill acrescentaram-se
ao contingente dos que já exercem a profissão, mas estes não são ainda
em número suficiente para regular o problema de escassez de acordo com
o Colégio dos médicos do Québec.

Médicos formados fora do Canadá: regras mais flexíveis em Ontário
Fonte: La Presse - 31/03/2007

Até
do fim do seu mandato, o Partido liberal do Québeq prometeu que teria
mais 1500 médicos na rede de saúde. Mil e quinhentos médicos em quatro
anos, é duas vezes menos do que recrutou Ontário somente em 2006.

Não
é que as faculdades de Ontário de medicina desmoronam sob o número de
estudantes. Com efeito, das 2961 novas licenças de prática emitidas em
2006, 42% foram atribuídas a médicos formados fora do Canadá, revelou
esta semana o Colégio dos médicos e cirurgiões do Ontário.

Os
médicos indianos, paquistaneses e ingleses particularmente foram
atraídos pela prática em Ontário. Durante este tempo no Québeq, 763
estudantes foram admitidos em uma ou o outra das faculdades de medicina
em 2006-2007 e uma cinquentena de licenças restritivas são emitidas a
cada ano aos médicos formados no estrangeiro.

Como explicar
estas diferenças notáveis entre o Quéeq e o Ontário? O ministro da
Saúde e os Serviços sociais do Québeq, Philippe Couillard, não quis
comentar ontem. Só as estatísticas sobre a província, citadas mais
cedo, foram-nos transmitidas.

No sítio Internet do ministério da
Saúde, vê-se efetivamente que as necessidades continuam urgentes. Sob o
título "especialidades pedidas", o ministério da Saúde e os Serviços
sociais diz procurar sobretudo endocrinologistas, geriatras,
hematologistas, oncologistas, fisiatras, psiquiatras e reumatologistas.

Amir
Khadir, que é médico e um dos dois porta-vozes do partido Québeq
solidário, crê que as ordens profissionais devem repreender-se. "As
ordens profissionais demonstram uma má uma fé evidente." Os nossos
hospitais contam ainda dezenas de Libaneses formados no seu país de
origem e chegados aqui há 30 anos. Porque se considera hoje que as
universidades libanesas não valem mais nada? As faculdades iranianas de
medicina também são bem reputadas por toda o Oriente Médio e na Ásia.
Tentei falar com o Colégio dos médicos, tentar aproximações. Em vão."

"Quando
diz-se ao Dr. Khadir que não é talvez muito internacionalmente
solidário, de qualquer modo, "roubar" médicos nos países estrangeiros,
ele enfatiza que não se trata tanto de recrutar no estrangeiro mas sim
"de permitir aos que já estão aqui, dirigindo táxis, vendendo tapetes
ou como agentes imobiliários, praticar a medicina como se prepararam no
exterior".

Gaétan Barrete, presidente da Federação dos médicos
especialistas do Québeq, nega. "É falso pretender que Montreal pulule
de pessoas competentes que não têm trabalho (de médicos). As nossas
portas estão abertas, não há obstáculos burocráticos, mas é necessário
que os candidatos provam as suas competências e tenham êxito os exames."

E
quando são de nível, prossegue Gaétan Barrete, os médicos estrangeiros
"realizam rapidamente que é bem bonito o Québeq, mas que poderiam
ganhar muito em mais Ontário, Alberta ou na Columbia-Britânica."

Quando
as províncias do Atlântico se cansaram de ver os seus médicos as
abandonarem indo para Ontário, ajustaram os salários. No Québeq
perde-se candidatos e não está perto de parar."

Quanto às
faculdades quebequesas de medicina, o Dr. Barrete crê que, no melhor
possível, poderia-se admitir 800 estudantes mas que as universidades
não podem absorver mais.

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